uzès [e pont du gard]

Descobri Uzès na internet, enquanto planeava esta viagem, e foi amor à primeira vista, tinha mesmo que passar por aqui.

A sua localização na região de Gard, sensivelmente a meio caminho entre a Côte d’Azur e Lyon, onde apanharíamos o avião de regresso a Portugal no dia seguinte, fez desta vila a pit stop perfeita.
Estamos numa região campestre onde as vinhas encontram as oliveiras debaixo de um céu azul mediterrânico e onde se avistam vilas medievais sobre colinas.

Uzès é uma destas vilas, das mais bem preservadas do Sul da França que ainda não figura em todos os guias de viagem como outras vilas mais conhecidas do Luberon provençal e então, como costumam dizer, ainda mantém um certo charme de autenticidade do que é tipicamente muito “francês”.
A luz da manhã em Uzès é perfeita e dourada.
Esta luz e o aroma da lavanda que vemos pendurada em raminhos, vão-nos conduzindo pelas ruas antigas e estreitas, pelas casas de pedra pálida e desgastada com janelas de madeira pintadas em tom pastel, até chegarmos à Place aux Herbes onde todos os sábados decorre um mercado de artesãos e agricultores.
Adoro um bom mercado e não há como negá-lo, os franceses são peritos nisso.

Vou-me demorando por ali, fotografando e observando cada pormenor. No fim tive que ser praticamente arrastada de Uzès, quando só me apetecia comprar as melhores iguarias e ir de baguete debaixo do braço, preparar o almoço.
Mas antes do avião para Lisboa, ainda queríamos passar noutro sítio.

Uzès foi fundada neste local por se situar junto a uma importante nascente de água que fez com que os romanos no séc. I tivessem tido a iniciativa de construir, a poucos quilómetros, um majestoso aqueduto para fornecer água à cidade de Nímes, que se tornou numa grande cidade romana do Sul de França.

Este aqueduto é a Pont du Gard. E eu queria mesmo -muito- visitá-la.

A excepcional Pont du Gard, situada a 20 km de Nîmes, fazia parte de um sistema de irrigação, abastecimento e transporte de água da região de Uzès para Nîmes.

É enorme! Tem quase 50 m de altura, 275 m de comprimento, 53 arcos distribuídos em 3 “andares” que parecem ter sido desenhados com transferidor e incontáveis blocos que foram talhados à mão e transportados a partir de pedreiras próximas. A altura deste aqueduto espectacular só varia cerca de 2,5 cm em todo o seu comprimento que é a diferença de cota suficiente para manter a água a fluir. Mais uma demonstração da incrível engenharia da Antiguidade.

Depois do fim do império romano foi abandonada e séculos mais tarde passou a ser usada como local de portagem para atravessar o rio, tendo até sido construída uma ponte gémea no séc. XVIII, que se vê no local, para permitir o tráfego mais facilmente.
Hoje, é uma das atracções turísticas mais acarinhadas de França.
E eu adorei visitá-la.

Estes romanos…

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