NOT Crossing Borders

30-Outubro-2010

O taxista estaciona junto a um portão branco e diz que do outro lado é a “fronteira”.

A “fronteira” na King Hussein Bridge, sensivelmente a meio caminho entre Amman e Jerusalém, não é uma fronteira igual às outras:
1º não é própria para pessoas nervosas. Tem os seus próprios timings.
2º como já sabíamos e comprovámos, também tem as suas próprias regras.

Estávamos preparados para o que começámos a chamar de a questão do visto de Aqaba… mas como não encontrámos informação muito precisa sobre o assunto decidimos ir até à fronteira fazer o que se chama de atirar barro à parede.


Quem entra na Jordânia por Aqaba, como nós, pode usufruir de um visto especial, o chamado visto ASEZ (Aqaba Special Economic Zone) que é gratuito, em vez de pagar os 20 JDI (=20€) do visto turístico normal. O visto ASEZ é um visto especial para fomentar o comércio na zona do golfo de Aqaba.

Por outro lado, a “fronteira” na King Hussein Bridge não emite vistos de entrada, pois ao situar-se na zona efervescente que se situa (junto à Palestina), a Jordânia não a reconhece como uma “fronteira” oficial com Israel. No entanto, ironicamente, não se coíbe de cobrar uma taxa de saída a todos os viajantes…
Aqui não é reconhecida a saída de Israel para a Jordânia porque na realidade não é Israel, é a Palestina, mas a Palestina –infelizmente- não é um país na verdadeira acepção da palavra.

Assim, quem não tiver um visto jordano válido não pode entrar na Jordânia por esta via.
Qualquer visto de qualquer fronteira ou aeroporto serve… excepto se for um visto ASEZ, que como é um visto especial para a zona de Aqaba, caduca ao ser transposta esta “fronteira” para Palestina/Israel.
Complicado?…

Nós achámos que sim. E percebemos que para visitar Jerusalém, na volta teríamos que ir a uma embaixada em Israel pedir um visto para a Jordânia (impossível por ser fim de semana) ou atravessar uma das outras 2 fronteiras: Sheik Hussein, a 100 km Norte de Amman ou Aqaba a 350 km Sul de Amman…

Muito complicado!
E o engraçado é que nem os oficiais do posto fronteiriço sabiam muito bem como reagir ao problema… será que percebem as próprias regras?

Mandaram-nos esperar, chamaram-nos várias vezes… e depois lá disseram que se “saíssemos” não poderíamos regressar pelo mesmo caminho.

Ou seja, o barro à parede não colou… e nós lá nos resignámos e procuramos meio de transporte para voltar a Amman.
Como já tinham saído todos os autocarros, na estação de BUS indicam-nos que os taxis são do “lado árabe” do outro lado do portão branco.

Lado árabe?

… Aparentemente tínhamos estado 20 minutos na Palestina…

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